22 de Janeiro
A 13ª emenda dos EUA fala sobre a liberdade, por isso o nome do documentário, não pela liberdade em si, mas pela mudança que foi feita na lei que tratava de liberdade. Essa 13ª emenda fala que caso você tenha cometido um crime você perde o direito de liberdade.
No documentário fica bem claro que essa mudança foi feita exatamente para poder tirar das ruas os negros e latinos por qualquer motivo, por puro preconceito.
Como no Brasil, depois que se aboliu a escravidão, deixaram inúmeros negros com uma mão na frente e outra atrás, sem emprego, educação, sem rumo.
O documentário mostra, inclusive através de dados, que os EUA é um país super preconceituoso. E que, boa parte de suas políticas públicas são feitas para prejudicar esse público negro e também latinos.
Com Trump no poder, que Deus os proteja.
Um documentário valiosíssimo porque não mostra somente a atualidade, mas também a história de maneira bem montada. As entrevistas também dão bastante força ao que é apresentado, até porque muitos são especialistas e estudiosos do assunto.
Não gostei do fato de repetirem umas 2 a 3 vezes as mesmas cenas. Acredito que mesmo com a intenção de quererem dar mais forças àquelas imagens, poderiam ter encontrado outras imagens igualmente impactantes. Até porque sabemos que elas existem. Li uma vez numa matéria que, na época da escravidão, os brancos do Sul dos EUA usavam bebês negros como iscas para caçarem jacarés. Um vinha, atacava o bebê, eles matavam o jacaré e deixavam o bebê, machucado, muitas das vezes mordido, sem membros, sofrendo, para outros jacarés virem e eles continuarem caçando. Vinham os negros como um ser de 3ª categoria. Um horror!
Dou 4 estrelas e meia.
Antes de assistir o doc, também havia colocado na minha lista da Netflix essa entrevista com a diva da comunicação americana Oprah Winfrey e Ava DuVernays, diretora do documentário. É bem interessante ver a opinião dela, principalmente se você for da área de comunicação, cinema, história, e afins. É bem rápida e vale a pena dar uma conferida.
Não vou dar nota para entrevista de Oprah Winfrey, seria muita prepotência minha. heheh


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